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Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
No dia do Rock leia: Nas Entrelinhas do Horizonte – Humberto Gessinger
“Na esquina em que se encontram corpo e alma
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Meninos Andróginos e Répteis
Ganhador do concurso Conrado Wessel de Literatura de 2003, Santiago Nazarian mostra em seus livros um universo particular e mórbido, propondo o que ele chama de “existencialismo bizarro”. Filho de uma escritora e um artista plástico teve adolescência intrínseca onde mais parecia um de seus personagens: gótico e desviado de seus colegas populares, masculinos, nerds e afins.
Contemporâneo e esquisito Nazarian já foi redator de telessexo, barman em um prostíbulo gay em Londres (onde morou em 94 e 2002), foi acusado de estar possuído pelo demônio por um professor de finlandês (língua que se interessou após ir à Finlândia e julgar que seu clima é literário) e já dividiu um quarto com um traficante de ecstasy em Paris, além disso, é graduado em Publicidade, fala cinco línguas e desistiu de cursar Letras logo no inicio do curso.
Tradutor de livros como The Heart is Deceitful Above All Things (Maldito Coração) do farsante JT LeRoy , já namorou um cara mais novo e escreve em seu blog Jardim Bizarro regularmente expondo opiniões, textos, fragmentos e outros atos poéticos, obscuros e libertários.
Suas inspirações são impulsivas, seus ídolos vão de Oscar Wilde a João Gilberto Noll, passando por Caio Fernando Abreu e Dennis Cooper.
Seu universo cheio de meninos andróginos e repteis é incrivelmente descrito em seus cinco romances e um livro de contos publicados: Olívio, de 2003, foi o grande ganhador do premio Conrado Wessel de Literatura; A Morte sem Nome, publicado em 2004 porem foi o seu primeiro livro, descreve uma sequencia de suicídios cometidos pela mesma pessoa; Feriado de Mim Mesmo foi publicado em 2005 e adaptado para o teatro e cinema; Mastigando humanos, de 2006, é psicodélico e bem humorado, cabulando pela contestação politica e filosófica; O Prédio, o Tédio e o Menino Cego é sem duvidas a consolidação do estilo Nazarian, publicado em 2009 narra em três partes, cada dividido em sete capítulos, a desventura de sete garotos ao se apaixonar por uma professora infanticida, clima apocalíptico e melancólico seria, como o próprio autor disse, um livro de “sete maneiras de matar adolescentes”; e de 2011 Pornofantasma: triste, thriller, humorado, sombrio... Catorze historias de sexo e morte.
Outro ponto interessante na sua obra é Thomas Schimidt, personagem andrógina e sempre sob suspeita, aparece em quatro dos seus cinco romances, talvez o próprio alter ego do autor.
Santiago Nazarian é sem dúvidas um dos melhores autores contemporâneo sendo pop-bizarro e autentico sem ser Cult, considerando Cult como um mero fetiche sádico da mídia.
Visite Jardim Bizarro ...
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
O que ler no feriado?
Para aqueles que, como eu, não se dão com essa festa cheia de cores, alegrias, bêbados e suor... ler um bom livro é o que resta, e quando eu digo bom não pense que me prendo neste patriotismo exacerbado de conceituar a expressão “ livros bons” como livros clássicos de grandes autores brasileiros, não que os “olhos de ressaca” não seja os mais marcantes da minha adolescência... mas o universo underground proposto em muitos livros são de grande criatividade e originalidade e isso se vê por todo o mundo e não deve ser deixado de lado por querer ser culto de mais... Um bom exemplo é o O Prédio, o Tédio e o Menino Cego quinto romance de Santiago Nazarian considerado um dos autores jovens mais importantes da América Latina, beira o gótico, o mórbido e o bizarro segue a orelha:
Uma outra dica, desta vez alemã, Axo Lotle Atropelado de Helena Hegemann confusíssimo, sem convenções, libertário, surreal, o nome - uma metáfora para seus personagens nada convencionais que nunca saem de seus estados:
“Vidas terríveis são a maior das felicidades”, desabafa Mifti em seu diário. Aos dezesseis anos, ela assumiu sua condição de “garota-problema” participante da cena underground de Berlim, onde mora desde a morte da mãe. A narrativa de suas experiências, radicalmente influenciadas pelo uso de drogas diversas, faz o leitor mergulhar em uma sequência de acontecimentos paradoxais e incomuns. Em sua busca por uma parceria e por uma compreensão incondicional, ela encontra um mascote exótico e surpreendente: o axolotle — uma espécie de salamandra mexicana que, por um defeito genético, permanece em estado larvário, sem se desenvolver. Com uma linguagem poderosa e inteligente, Helene Hegemann traz em Axolotle atropelado uma torrente de situações nas quais o sonho, o pesadelo e a realidade nua e crua se mesclam, e nem mesmo se diferenciam: apontam para um interessante jogo de intertextualidade e de referências que marca essa novíssima autora da literatura contemporânea
Maldito Coração (meu favorito) é o tipo de livro que não se empresta, a falsa autobiografia contida nele é de tal peculiaridade que não vão te devolver tão cedo, os textos contendo as aventuras e desventuras de JT LeRoy se tornou ate mesmo um filme dirigido por Asia Argento:
”Maldito Coração” contém os primeiros textos, que se afirmava serem autobiográficos, do estranho autor norte-americano JT LeRoy, que se apresentava no jet set internacional como uma figura andrógina e perturbadora, amigo e parceiro de personalidades tão Díspares quanto Madonna, o cineasta Gus Van Sant e alguns ícones da moda. No momento em que o mundo se surpreende com a revelação de que LeRoy não existe – a verdadeira autora se chama Laura Albert e a pessoa que se apresenta como ele é uma mulher, Savannah Knoop – a Geração Editorial (que também publicou seu romance “Sarah”) reafirma seu compromisso com a obra e mantém a publicação, tendo em vista a qualidade de seus textos. Em “Maldito Coração”, JT LeRoy nos conta a história da trágica infância de uma criança transformada em prostituto infantil e drogada, conduzida pela mãe – uma prostituta juvenil – numa fantástica viagem pelas estradas dos Estados Unidos. Um texto inquietante, engraçado, brutal, sinistro, que descreve a perturbadora relação entre uma mãe e seu filho criança e, depois, adolescente. Histórias chocantes de amor abusivo e disfunção sexual, de coração partido e inocência perdida. Mais uma vez, a imaginação e o lirismo fantástico de LeRoy alteram seu suposto passado sombrio para algo completamente estranho e mágico. Realidade ou fantasia, não importa: a obra é fascinante.
Agora se você é do tipo patriota com nossa língua e literatura ou quer parecer mais culto leia os grandes clássicos em uma lanchonete bem arrumada no centro da cidade, usando uma camisa listrada e um chaveirinho de alguma universidade famosa pendurado nas chaves do seu carango...
Divirta-se...
domingo, 7 de agosto de 2011
Um Pouco do Mago Paulo Coelho
Falar de Paulo Coelho é extremamente complexo, uma vez que o autor é um dos mais consagrados e mais repudiados, o fato é que ele não possui nenhuma das boas características dos grandes autores como o mestre Machado de Assis: suas historias não são patriotas e nem se mantém constantemente dentro nas normas da nossa língua. Coelho na verdade é, o que muitos críticos dizem, um narrador. Num tom de autoajuda e misticismo ele é altamente filosófico por nos fazer pensar sobre sentimentos relevantes e refletir sobre suas boas e mas consequências, abaixo um texto sobre sacrifício que, apesar de estar se referindo ao cristianismo, traz essa sensação de ter que refletir imediatamente algumas de nossas atitudes.
“ Um dos símbolos sagrados do
cristianismo é a figura do pelicano. A explicação é simples: na total ausência
de comida, o pelicano abre seu peito com o bico, e oferece a própria carne aos
filhotes.
Entretanto, muitas vezes somos
incapazes de entender as bênçãos que recebemos como presentes de Deus. Muitas
vezes não percebemos o que Ele faz para nos manter espiritualmente alimentados.
Uma velha história nos fala de um
pelicano que – durante um inverno rigoroso – consegue sobreviver ao seu
autossacrifício por alguns dias, oferecendo sua própria carne aos filhos.
Quando, finalmente, morre de fraqueza,
um dos filhotes comenta com o outro: “ainda bem. Eu estava cansado de comer
todos os dias a mesma coisa”.
visite paulocoelho.com
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Por que os gênios sempre morrem antes?
Fico imaginando que magníficas canções teríamos se Renato Russo ainda estivesse entre nós... Pergunto-me ainda como estaria o rock hoje se Jimi Hendrix ainda ensurdecesse jovens com suas cordas em chamas... E o grunge, teria a mesma atitude se Cobain ainda estivesse aqui???
Álvares de Azevedo poderia ter escrito tantas outras palavras de tamanha escuridão e beleza... mero fascínio se não tivesse morrido tão jovem.
E agora com a morte Amy Winehouse eu me pergunto solenemente na claridade q a luz do PC joga na escuridão do meu quarto: Por que os gênios sempre morrem antes???
Será um simples desejo do que todos chamamos de Deus? Um mero acaso? Uma forma de manter a obra eternizada com o fato de ser assim mais e mais trágico? Resolvo ir pra cama, ainda com aquela sensação de q algo esta faltando e o medo da tamanha escassez de obras de arte com verdadeira originalidade venha se tornar cada vez maior e dominar a minha mente, desligando o que eu ainda tenho de natural e libertário: minha criatividade...
...
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