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sexta-feira, 13 de julho de 2012

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No dia do Rock leia: Nas Entrelinhas do Horizonte – Humberto Gessinger


 3° livro do pensador e musico Humberto Gessinger, Nas Entrelinhas do Horizonte traz crônicas sobre assuntos discutidos em seu blog e algumas memorias. Vivencias, ritos de passagem, cultura e arte são alguns dos temas levados com sutileza, um certo humor característico, poesia e beleza, com certeza uma boa pedida para amantes do rock e da musica de Gessinger. Segue sinopse:


“Na esquina em que se encontram corpo e alma
Há música ou silêncio, nada mais
Nada mais é definitivo na transição entre estações
no lusco-fusco, quando anoitece ou amanhece
Não há drama, nem comédia nem tragédia
Na hora incerta em que se beijam corpo e alma


O mundo é ímpar, não dá para dividi-lo em duas metades iguais. Muito menos ver a linha imaginária que separa a infância da vida adulta. Contemplando o horizonte embalado pela trilha sonora que o tornou um dos ícones do rock brasileiro, Humberto Gessinger evoca neste livro a memória afetiva para construir crônicas pulsantes e arrebatadoras, em que cada página é uma janela onde passado, presente e futuro se misturam para compor juntos a cena. Uma paisagem que só pelas entrelinhas revela a força da sua música e da sua poesia.”


visite:blogessinger

segunda-feira, 30 de abril de 2012

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[LEIA UM LIVRO OU OUÇA ROCK]


"There is no dark side of the moon really… matter of fact it is all dark"


Não é atoa que o rock e suas mais variáveis vertentes estão relacionados a pensadores... Sim, o rock é um veiculo de expandir filosofias e ideais, assim como grandes autores da literatura mundial os compositores fazem de suas canções grandes obras que provocam emoções das mais variáveis: ódio, amor, tristezas e paixões, tudo fluindo como um romance, poesia e prosa cutucando e expandindo o intelecto...

LEIA UM LIVRO – O romance O Rei Branco escrito pelo húngaro György Dragomán pinta em palavras a passagem da infância à adolescência de um garoto dentro de uma sociedade politicamente distorcida onde os componentes vivem no empasse de estar do lado do bem ou do mal, leitura onde você se vê como o personagem principal vivendo a desgraça e o peculiar horror do totalitarismo.


Dragomán: até jogar futebol é um horror se o treinador é sádico e o campo está contaminado por radiação.

OU OUÇA ROCK - The Dark Side of the Moon do Pink Floyd um dos álbuns mais aclamados da história da musica é inteligentíssimo tanto em termos sonoros quanto em suas letras. Cheio de efeitos sonoros futuristas para sua época, diálogos refletindo sobre os temas do álbum: tempo, dinheiro, guerra, loucura e morte. Porque não dizer que tais temas são os mesmos que o O Rei Branco lida em seu mundo cruel? Lançado em 1973 é um disco com expressões humanitárias num tom politico e filosófico, cheios de nuances lírico, blues rock e música eletrônica.


Uma curiosidade sobre DSotM é que existia uma suposta sincronia entre o álbum e o filme The Wizard of Oz de 1939, varias especulações existem na rede sobre essa lenda que de fato tem muitos fundamentos (como por exemplo a duração da maioria das músicas coincide precisamente com a duração das cenas no filme) porem a banda já disse varias vezes que tudo são apenas coincidências.


visite: pinkfloyd. e gyorgydragoman.com

quinta-feira, 1 de março de 2012

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"Marley E Eu"

'"Marley E Eu" é um livro do autor John Grogan, nascido na cidade de Detroit, no estado de Michigan, nos EUA. É um livro que conta a história de como é o amor ao lado do que o próprio  autor considerava " o pior cão do mundo", um labrador diferente de qualquer outro que se possa imaginar, geralmente labradores são centrados, mas Marley era um desastrado, que na idade adulta, não conseguia se mover sem que esbarrasse em alguma coisa, era um cão diferente, com suas próprias características. Marley além de tudo, tinha o instinto de proteger e de estar ao lado, quando as coisas não pareciam estar bem. O nome de Marley, veio de Bob Marley,  fizerem uma espécie de homenagem ao maior ícone do reggae, porque Bob cantava a trilha sonora da história do autor John com sua esposa (quase minha chara) Jenny. É uma dessas belas histórias sobre cães que com certeza, vale a pena ser lida (vale lembrar que o livro ganhou uma adaptação para os cinemas em 2008).

domingo, 26 de fevereiro de 2012

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[[Na Segunda eu Começo a Ler]] - O Estranho Mundo de Zofia e Outras Histórias

Kelly Link é ganhadora de prêmios como Young Lions Fiction Award, concedido pela New York Pulic Library e o premio  Bram Stoker, da Horror Writer’s Association. Os contos fantásticos contidos em “O Estranho Mundo de Zofia e Outras histórias” encantou ate mesmo o genial Neil Gaiman autor de Sandman. Recheado de elementos mágicos mesclados a vida cotidiana,  poderíamos dizer que Link faz contos de fadas contemporâneos. 9 incriveis histórias compõe esse livro considerado um dos livros da década por The Onion, The Village Voice e HTML Giant. Encontre o mundo de Kelly Link em uma bolsa. Segue a orelha:

"Um livro maravilhoso, que ultrapassa os limites da imaginação! Que tal encontrar um mundo inteiro numa bolsa? Ou jogar pôquer com parceiros, digamos apocalípticos? O livro que você possui nas mãos nada mais é do que o fantástico e mágico mundo de Kelly Link, uma das autoras mais consagradas da atualidade. Considerado o melhor livro do ano, "O Estranho Mundo de Zofia e Outras Histórias" permeia os limites da imaginação dos que se permitem ser transportados a um mundo fabuloso, cheio de estranhas criaturas, coelhos, jogos muito estranhos, fantasmas, zumbis, feiticeiras, amores e heróis. Deixe-se levar pelas encantadoras histórias deste livro. Afinal, quem precisa de realidade? "O Estranho Mundo de Zofia e Outras Histórias" é a prova de que sonhar define o tamanho do poder da criação."

visite: Kelly Link

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

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Meninos Andróginos e Répteis



Ganhador do concurso Conrado Wessel de Literatura de 2003, Santiago Nazarian  mostra em seus livros um universo particular e mórbido, propondo o que ele chama de “existencialismo bizarro”. Filho de uma escritora e um artista plástico teve adolescência intrínseca onde mais parecia um de seus personagens: gótico e desviado de seus colegas populares, masculinos, nerds e afins.
Contemporâneo e esquisito Nazarian já foi redator de telessexo, barman em um prostíbulo gay em Londres (onde morou em 94 e 2002), foi acusado de estar possuído pelo demônio por um professor de finlandês (língua que se interessou após ir à Finlândia e julgar que seu clima é literário) e já dividiu um quarto com um traficante de ecstasy em Paris, além disso, é graduado em Publicidade, fala cinco línguas e desistiu de cursar Letras logo no inicio do curso.
Tradutor de livros como The Heart is Deceitful Above All Things (Maldito Coração) do farsante JT LeRoy , já namorou um cara mais novo e escreve em seu blog Jardim Bizarro regularmente expondo opiniões, textos, fragmentos e outros atos poéticos, obscuros e libertários.
Suas inspirações são impulsivas, seus ídolos vão de Oscar Wilde a João Gilberto Noll, passando por Caio Fernando Abreu e Dennis Cooper.
Seu universo cheio de meninos andróginos e repteis é incrivelmente descrito em seus cinco romances e um livro de contos publicados: Olívio, de 2003, foi o grande ganhador do premio Conrado Wessel de Literatura; A Morte sem Nome, publicado em 2004 porem foi o seu primeiro livro, descreve uma sequencia de suicídios cometidos pela mesma pessoa; Feriado de Mim Mesmo foi publicado em 2005 e adaptado para o teatro e cinema; Mastigando humanos, de 2006, é psicodélico e bem humorado, cabulando pela contestação politica e filosófica; O Prédio, o Tédio e o Menino Cego é sem duvidas a consolidação do estilo Nazarian, publicado em 2009 narra em três partes, cada dividido em sete capítulos, a desventura de sete garotos ao se apaixonar por uma professora infanticida, clima apocalíptico e melancólico seria, como o próprio autor disse, um livro de “sete maneiras de matar adolescentes”; e de 2011 Pornofantasma: triste, thriller, humorado, sombrio... Catorze historias de sexo e morte.
Outro ponto interessante na sua obra é Thomas Schimidt, personagem andrógina e sempre sob suspeita, aparece em quatro dos seus cinco romances, talvez o próprio alter ego do autor.
Santiago Nazarian é sem dúvidas um dos melhores autores contemporâneo sendo pop-bizarro e autentico sem ser Cult, considerando Cult como um mero fetiche sádico da mídia.
Visite Jardim Bizarro ...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

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O que ler no feriado?

       Para aqueles que, como eu, não se dão com essa festa cheia de cores, alegrias, bêbados e suor...  ler um bom livro é o que resta, e quando eu digo bom não pense que me prendo neste patriotismo exacerbado de conceituar  a expressão “ livros bons” como livros clássicos de grandes autores brasileiros, não que os “olhos de ressaca” não seja os mais marcantes da minha adolescência... mas o universo underground proposto em muitos livros são de grande criatividade e originalidade e isso se vê por todo o mundo e não deve ser deixado de lado por querer ser culto de mais... Um bom exemplo é o  O Prédio, o Tédio e o Menino Cego quinto romance de Santiago Nazarian   considerado um dos autores jovens mais importantes da América Latina, beira o gótico, o mórbido e o bizarro segue a orelha:



Sete meninos moram num prédio de frente para o mar, um prédio inclinado, prestes a desabar, assim como suas vidas, na dura passagem para a adolescência. Os pais estão sempre longe. A escola está sempre em greve. O ócio e o tédio começam a propor perigosas possibilidades de mudança. Quando uma jovem professora se muda para a vizinhança, os meninos têm de enfrentar suas próprias masculinidades, descobrindo que, para nascer o homem, muitas vezes é preciso matar o menino. Em seu quinto romance, Santiago Nazarian aborda juventude e maturidade como dois sintomas da mesma doença. Assassinato, prostituição, inseticida e cocaína são os medicamentos, ainda que contra-indicados, numa narrativa de lirismo, sadismo e humor corrosivo. O Prédio, o Tédio e o Menino Cego é um livro de descobertas nefastas. É literatura que quebra vidraças, destrói famílias e desperta zumbis.
Uma outra dica, desta vez alemã, Axo Lotle Atropelado de Helena Hegemann confusíssimo, sem convenções, libertário, surreal, o nome - uma metáfora para seus personagens nada convencionais que nunca saem de seus estados:

“Vidas terríveis são a maior das felicidades”, desabafa Mifti em seu diário. Aos dezesseis anos, ela assumiu sua condição de “garota-problema” participante da cena underground de Berlim, onde mora desde a morte da mãe. A narrativa de suas experiências, radicalmente influenciadas pelo uso de drogas diversas, faz o leitor mergulhar em uma sequência de acontecimentos paradoxais e incomuns. Em sua busca por uma parceria e por uma compreensão incondicional, ela encontra um mascote exótico e surpreendente: o axolotle — uma espécie de salamandra mexicana que, por um defeito genético, permanece em estado larvário, sem se desenvolver. Com uma linguagem poderosa e inteligente, Helene Hegemann traz em Axolotle atropelado uma torrente de situações nas quais o sonho, o pesadelo e a realidade nua e crua se mesclam, e nem mesmo se diferenciam: apontam para um interessante jogo de intertextualidade e de referências que marca essa novíssima autora da literatura contemporânea

Maldito Coração  (meu favorito) é o tipo de livro que não se empresta, a falsa autobiografia contida nele é de tal peculiaridade que não vão te devolver tão cedo, os textos contendo as aventuras e desventuras de JT LeRoy se tornou ate mesmo um filme dirigido por Asia Argento:


        ”Maldito Coração” contém os primeiros textos, que se afirmava serem autobiográficos, do estranho autor norte-americano JT LeRoy, que se apresentava no jet set internacional como uma figura andrógina e perturbadora, amigo e parceiro de personalidades tão Díspares quanto Madonna, o cineasta Gus Van Sant e alguns ícones da moda. No momento em que o mundo se surpreende com a revelação de que LeRoy não existe – a verdadeira autora se chama Laura Albert e a pessoa que se apresenta como ele é uma mulher, Savannah Knoop – a Geração Editorial (que também publicou seu romance “Sarah”) reafirma seu compromisso com a obra e mantém a publicação, tendo em vista a qualidade de seus textos. Em “Maldito Coração”, JT LeRoy nos conta a história da trágica infância de uma criança transformada em prostituto infantil e drogada, conduzida pela mãe – uma prostituta juvenil – numa fantástica viagem pelas estradas dos Estados Unidos. Um texto inquietante, engraçado, brutal, sinistro, que descreve a perturbadora relação entre uma mãe e seu filho criança e, depois, adolescente. Histórias chocantes de amor abusivo e disfunção sexual, de coração partido e inocência perdida. Mais uma vez, a imaginação e o lirismo fantástico de LeRoy alteram seu suposto passado sombrio para algo completamente estranho e mágico. Realidade ou fantasia, não importa: a obra é fascinante.


Agora se você é do tipo patriota com nossa língua e literatura ou quer parecer mais culto leia os grandes clássicos em uma lanchonete bem arrumada no centro da cidade, usando uma camisa listrada  e um chaveirinho de alguma universidade famosa pendurado nas chaves do seu carango...

Divirta-se...


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